"Uma vida não questionada não merece ser vivida." (Platão)

Salmos 1
1 Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
2 Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite.
3 Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.
4 O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva.
5 No Dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.
6 Pois o SENHOR dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Desobstruindo o Fluxo do Espírito na tua Vida.

Há um tempo eu e Rogério (vulgo Cupim) tivemos que subir no telhado do templo para ver alguns vazamentos, infiltrações que deixaram alguns sinais no nosso gesso. Poderíamos ter uma ação preventiva, mas como bons cidadãos brasileiros sempre protelamos as coisas e só tomamos atitudes quando as coisas acontecem. Quando vazam!
Como sabemos que toda causa tem um efeito, logicamente a causa do vazamento era algumas folhas dos galhos da mangueira que debruçava sobre o telhado da igreja, ao cair a chuva essas folhas se amontoavam e algumas ENTUPIAM AS CALHAS. Foi somente 12 sacos grandes de folhas, galhos e mangas podres que tiramos do telhado para resolvermos o problema, desobstruir, desimpedir a passagem.

O que quero dizer com esse relatório - Com o Jornal: Aconteceu na IBM.

Gostaria de fazer uma analogia com a nossa própria vida e as coisas que Deus tem para nós.

Deixamos sempre para depois aquilo que as pessoas não vêem em nossa vida, e aquilo que não somos cobrados a respeito. Muitas vezes esse depois... nunca chega!

Como os resíduos estavam num lugar que ninguém via, foram acumulando e trouxeram um problema, que só foi detectado quando choveu. Não podemos ignorar as conseqüências!

Então o que poderia obstruir os mananciais de vida em nós?
O pecado não confessado e arrependido, a falta de dar e receber perdão, a falta de amor ao próximo e comunhão com a igreja, uma vida morna espiritualmente, e outros...

Será que existem coisas acumuladas, entulhos obstruindo o fluxo do rio da vida, do Espírito Santo na tua vida? Jesus disse: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (Jo. 7:38)

Quando falamos disso encontramos alguém que viveu isso na íntegra: DAVI. Ele teve ou permitiu que o telhado da vida ficasse entulhado também. Ele soube muito bem expressar o que é ter a vida obstruída: “meus ossos secaram...” (Salmo 32: 3 e 38:3)

No Salmo 32, ele começa dizendo: Feliz é aquele cujo a iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. EXPIAÇÃO. O arrependimento de Davi mostra-nos o caminho da restauração – desobstrução do Rio de Deus.

Adão no Éden – Deus tomou um animal e o vestiu com a sua pele – sacrificou, cobriu sua nudez - COBRIR significa expiar.

Veja o que diz Provérbios 28:13: “O que encobre (esconde) as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.

O perdão de Deus é imediato quando nos arrependemos verdadeiramente. Quando abandonamos as práticas pecaminosas encontradas na Palavra. Todo pecado é contra Deus e quem os pratica - sofrem os efeitos quem os pratica.

Deus é um Deus que exige exclusividade – Não podemos pensar em servir a Deus e continuarmos com atitudes condenáveis (II Cor. 6:14-18 e 7:1). Por favor, leia!

Na dinâmica da vida Cristã qualquer ligação com o mundo, de maneira que tende a diminuir ou mudar a direção da nossa peregrinação ao encontro de Deus, é um julgo desigual.

Quando você recebe a Cristo como teu Senhor entregando a Ele a tua vida, você passa a viver uma vida nova. Diz a Bíblia: “Que a velha maneira de viver passa, temos uma novidade de vida.” (II Cor. 5:15 – 17).

Aqueles que vivem de uma forma onde a sua consciência não trazem nenhum tipo de cobrança (arrependa-se!), onde depois de buscarem os prazeres desse mundo deitam e dormem numa boa, estes estão com os telhados da vida entulhados, obstruídos e a qualquer momento poderá vir às conseqüências, as infiltrações, desastres de suas buscas. “O que semear... colherá”, segundo Tiago. Qual tem sido a tua semente?

Eu quero encerrar este momento reflexivo - com o texto de Hebreus 2:3a “Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?”

E reafirmar a você que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de TODO pecado (confessado). Que não há mais condenação para aqueles QUE ESTÃO em Cristo Jesus, que não ANDAM segundo a CARNE, mas segundo o ESPÍRITO.

Lembre-se: “Do seu interior fluirão rios de águas vivas”.

Pr. Jaylson Nogueira Pereira.

terça-feira, 23 de março de 2010

CHECK-UP - Verificar


Como esta o teu coração? Eu creio que algo muito importante para sermos abençoados é a condição do nosso coração, Davi no salmo 14 fala: “Diz o insensato em seu coração, não há Deus” – encontramos também no livro de Hebreus 6:11 dizendo: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Portanto a benção de Deus depende da condição humana, do desejo (busca), da fé e do coração.
“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor…” Jeremias 29.13-14 ...
No Salmo. 51:17 diz: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.”.
Davi no Salmo 24 – fala que “aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade nem jura dolosamente – ESTE OBTERÁ DO SENHOR A BÊNÇÃO.”
Pontuamos então algumas condições necessárias para sermos abençoados: a condição do coração (nosso desejo), a importância da nossa fé (“Se creres verás a Glória de Deus!)
Quando a Bíblia fala sobre coração ela esta dizendo sobre a sede das emoções e impulsos do homem.
Por Que precisamos fazer um check-up do coração?
Respondo: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" Jeremias 17:9.
Então compreenda que as emoções, os impulsos podem nos pregar peças para a vida real. Num momento decisivo da vida já lhe aconselharam: “a seguir a voz do coração?”, Vou lhe fazer uma pergunta cardiológica buscando uma resposta psicológica: Como esta o teu coração? Como esta a tua alma meu irmão?
Ainda na Palavra... O Salmo 108 inicia dizendo “Firme esta o meu coração ó Deus! Cantarei e entoarei louvores de toda minha alma”.
Sendo o coração a sede dos sentimentos – não existe nada tão valioso a ser guardado. Concorda?
Provérbios 4:23 – Diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”.
O coração esta presente nas primeiras declarações de amor... Quem aqui quando adolescente não desenhava um coração ou nunca colocou o nome da pessoa amada dentro, creio que todos aqui um dia já fizeram isso.
Para ter uma vida abençoada é necessário guardar o coração!
O melhor lugar para o guardar o teu coração É NAS MÃOS DO SENHOR!
A Bíblia nos mostra (Prov. 21:1) – “Como ribeiro de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este segundo o seu querer, o inclina.”
Bem! Você agora pode checar, verificar a condição do seu coração hoje diante de Deus?
Lembre-se: O coração alegre aformoseia o rosto. (Provérbios 15:13).
Pr. Jaylson Nogueira Pereira

CORPO DE CRISTO




CORPO DE CRISTO

Bem, quero alertá-lo para os efeitos colaterais da pós-modernidade ou, os efeitos dos tempos atuais. Nada mais tem sido tão complicado para o homem do que acompanhar os ritmos das transformações gerados exatamente por esse crescimento tecnológico característico moderno e agora pós-moderno. Nem mesmo a Natureza! Diretamente ou indiretamente essas transformações têm modificado nosso comportamento, pois este é resultante do ambiente em que vivemos. Dificilmente encontraremos alguém que mora num lugar sem violência, sem trânsito engarrafado, sem até mesmo a gama de informações que recebemos por dia, sofrendo da doença desta Era ‘Estresse’. O ritmo é diferente.
Temos sido recompensados com a tecnologia, com o crescimento cientifico e outros, sem dúvida, mas nunca em nenhuma época o homem se mostrou tão afastado da coletividade, o que para nós podemos chamar de comunhão, (partir o pão), nunca o núcleo familiar foi tão desfragmentado.
A Sociologia nos ensina que o homem só é um ser social inserido na sociedade. Isso nos primórdios da humanidade era uma questão de sobrevivência. Será que hoje não? Dependia-se uns dos outros dentro de um papel social e por estarem unidos, as pessoas compartilhavam dos mesmos ideais e dos mesmos valores. Eis a importância da nossa Unidade!
Nos tempos atuais os ‘ indivíduos ’ criam suas necessidades e mercantilizam soluções. Já podemos ver nos jornais pessoas que são contratadas para serem “amigos por um dia, ou noite”. São os efeitos colaterais da pós-modernidade! Ou a decadência humana em detrimento de seus desejos egocêntricos! Afastando cada vez mais do amor ao próximo do companheirismo sem interesse. Será que o amor se tornou capital?
O que quero despertar em você, meu irmão, com essa breve análise dos relacionamentos humanos é que a igreja que somos nós, precisa defender e priorizar os verdadeiros valores bíblicos, humanos. Vivendo e pregando o que se vive em unidade!
Não podemos nos deixar levar pelos ritmos das transformações, principalmente quando são contrários aos ensinamentos que recebemos da Palavra de Deus, nos isolando, e nos afastando dos relacionamentos. A Palavra diz: “Somos o corpo de Cristo”... e eu não consigo imaginar ou ver um braço sozinho ou uma perna sozinha sobreviver ou sair andando por ai! Temos que permitir que o Espírito Santo possa nos ajustar ao corpo. A Igreja é o corpo!
Observe o que diz Romanos 12: 1-2. No inicio Paulo esta rogando para não sermos iguais ao mundo, não sermos conforme o mundo! Isto implica todas as áreas da nossa vida! Também os relacionamentos.
Mas o que quero destacar desse capitulo é o verso 5 que diz: “Somos um só corpo em Cristo e membros um dos outros”... um corpo único que é constituído por diversos dons! Não somos iguais separados, mas juntos formamos um só corpo, o de Cristo.
Pr. Jaylson Nogueira Pereira

segunda-feira, 8 de março de 2010

IGREJA - Uma Comunidade Viva em ação!


IGREJA - Uma Comunidade Viva em ação!


“Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos, confortem os desanimados, auxiliem os fracos, sejam pacientes com todos. Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos. Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal ”.(I Ts. 5:14 - 22).
A igreja de Tessalônica nasceu na segunda viagem missionária de Paulo, a partir da sinagoga judaica que havia na cidade. Por três sábados Paulo e Silas discutiram com os judeus, ensinando que Jesus é o Messias, e após a perseguição, tiveram de retirar-se da cidade (At. 17:1-15). A igreja recém nascida logo se viu privada da liderança apostólica, mas não da presença do Espírito Santo.
Ao longo da carta não se observa recomendações especificas aos anciãos ou lideres, mas a carta é endereçada a toda a igreja (encontramos a palavra irmãos repetidas vezes em toda carta de Tessalonicenses).
Aprendemos na escola que todo verbo indica uma ação, veja quantas orientações estes irmãos recebem da parte do Apostolo Paulo, na esperança de edificarem uma comunidade viva! (sublinhado no texto base)
Não apaguem o Espírito – Os dons espirituais são dados pelo Espírito para o crescimento da igreja! Entendo que apagar o Espírito, seria deixar de praticar na comunidade, na sociedade o dom que Deus lhe deu.
“A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (I Cor. 12:7), leia todo o capítulo. Os dons são dados para um fim proveitoso!
“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe. 4:10). Você sabe qual é o seu dom?
Voltemos aos tessalonicenses! A soma desses fatores das ações nos leva a uma conclusão: A Igreja deve ser uma comunidade de pessoas regeneradas e capacitadas pelo Espírito Santo para a evangelização e o cuidado mútuo. Uns dos propósitos da IBM. Lembre-se disso!
Advertir, confortar, auxiliar, cuidar. São estes os verbos usados para iniciativas que devem ser comuns entre os cristãos. Todos devem compreender que a Igreja é uma comunidade, e o cuidado é uma ação comunitária e não atribuição de apenas um homem. (Pastor, Líder etc).
A igreja é um corpo onde todos interagem, ou seja, as ações se processam na reciprocidade (dar e receber), na mutualidade (uns para com os outros), na co-responsabilidade (dever compartilhado entre todos), no amor fraternal (sentimento que uni os irmãos).
Todos têm oportunidades de servir a Deus. Todos podem, em oração e amor, servir de instrumentos para que o Senhor faça a sua santa e soberana vontade na igreja. Não seja mero ouvinte do evangelho, seja um agente do Reino de Deus, a serviço do Senhor Jesus. Seja uma Igreja Viva!
(Partes extraídas – A Responsabilidade do Pastoreio)
Aplicações Pr. Jaylson Nogueira Pereira.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

AMOR LIQUIDO (FRAGMENTOS DE UMA RESENHA) Por Gilberto Fonseca.

Por Gilberto Fonseca. (extraído)

Vivemos tempos difíceis.
E complexos.
A globalização abriu a Caixa de Pandora e o homem moderno se perdeu no meio das possibilidades.
Ansioso por relacionar-se, em meio a uma torrente de oportunidades, perdeu a noção do valor dos sentimentos e dos laços afetivos.
A cultura do descartável facilita esse descaminho. Tudo em nossa sociedade é instantâneo e substituível. Por que, num mundo de tão furiosa massificação, os relacionamentos amorosos fugiriam dessa regra?
Em Amor Líquido, Zygmunt Bauman disseca, através de uma visão crítica, a fragilidade das relações, utilizando-se de um texto sério, sem ser sisudo e também sem levá-lo a um cientificismo desnecessário, deixando claro que seu livro não tem por objetivo compreender o amor em seu âmago ou sua gênese, mas, sim, considerar seus efeitos e as mutações na forma de vê-lo ao longo destes últimos tempos.
E o seu olhar perturba o leitor, pois o coloca diante de um espelho e o faz enxergar cicatrizes que se procura esconder ou, ao menos, disfarçar. Bauman não tem pena nem receio de apontar a ambigüidade do “líquido cenário da vida amorosa”, que oscila entre o céu e o inferno. Pois, ao mesmo tempo em que tudo fazemos para fugir da solidão, não queremos vínculos permanentes, porque não há a certeza de que faremos a escolha certa, de que a pessoa que partilhará do nosso dia-a-dia não nos fará sofrer, ou ainda, de que estando comprometido com esta, não estaríamos abrindo mão de outra, ainda melhor, com mais qualidades que nos tornaria ainda mais felizes, ou mais satisfeitos. Não se quer desperdiçar tempo nem energia em uma relação que possa não trazer resultado algum. O que se quer é, com o mínimo de esforço, o máximo de satisfação. A fórmula testada e aprovada é bem-vinda, mas mesmo esta, não é garantida.

“E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “experiência amorosa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas estas características e prometem o desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultado sem esforço.”

As relações nos dias de hoje acabaram se transformando em um meio termo entre amor e desejo. Há uma liberdade de encontro e compromisso. Isso possibilita que se esteja conectado a alguém, mas não fechado para a possibilidade do novo.Bauman compara o relacionamento pós-moderno a um Shopping Center, onde, comprovadamente, não se compra por desejo, mas por impulso. As relações, então, seriam as mercadorias, prontas para serem consumidas e descartadas. Se estas apresentarem algum defeito, ou não satisfizerem o cliente serão trocadas por outras, melhores.
Desejo e amor necessitam ser cultivados, retardando assim a satisfação. Um sacrifício hercúleo para um ser de uma sociedade consumista, regida pela rapidez.Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, nunca os casais se sentiram tão ansiosos e prontos para rever, ou reverter o rumo da relação. Também é comum a preferência por um relacionamento virtual a um real, pois este pode ser rompido com um clic no mouse do computador sem que haja culpa por ter se agido assim, diferente de um rompimento ao vivo onde o sofrimento passa a ser explícito e, portanto, indesejado.
Bauman faz, também, uma análise detalhada do papel do sexo. Utilizando uma afirmação de Lévi-Strauss, defende que “o encontro dos sexos é o terreno que a natureza e a cultura se depararam pela primeira vez. E, além disso, é o ponto de partida para qualquer cultura, a origem de toda cultura.” , mas também observa que, nos dias de hoje, o sexo é banalizado, “tornou-se o modelo alvo/ideal predominante da parceria humana.”.
Se antes o sexo coroava o amor, hoje ele está desvinculado quase em sua totalidade desse sentimento. A atividade sexual passa cada vez mais cedo a fazer parte da vida humana e isso não acontece impunemente, os laços dos relacionamentos, a partir disso, já nascem frouxos. Há uma busca constante pela satisfação sexual (ou ampliação dela) e quando a qualidade decepciona, busca-se a solução na quantidade. Isso interfere também no formato e nas características das famílias, criando novos graus de parentescos, ou ainda, famílias incompletas, destituídas de pai ou mãe, ou ainda, com dois pais ou duas mães. Um filho de “ponte entre a mortalidade e a imortalidade da família” passou a ser um “objeto de consumo emocional”. Esse mesmo sexo caminha para a direção contrária do relacionamento. É absurdamente comum a quantidade de pessoas que buscam a satisfação de seus instintos sexuais através da internet, terreno seguro para se experimentar toda e qualquer fantasia imaginada, sem correr risco nenhum. É possível contatar-se com pessoas de todas as partes do mundo e dividir com elas instantes prazerosos, ainda que líquidos, sem preocupar-se com doenças sexualmente transmissíveis ou com o risco de envolvimento emocional indesejado.

“Terminar quando se deseje – instantaneamente, sem confusão, sem avaliação de perdas e sem remorsos – é a principal vantagem do namoro pela internet. Reduzir riscos e, simultaneamente, evitar perda de opções é o que restou de escolha num mundo de oportunidades fluidas (...) e o namoro pela internet, ao contrário da incômoda negociação de compromissos mútuos, se ajusta perfeitamente (ou quase) aos novos padrões de escolha racional.”

Bauman fala, ainda, sobre a dificuldade de amar o próximo: “A invocação de ‘amar o próximo como a si mesmo’ é um dos preceitos fundamentais da vida civilizada. É também o que mais contraria o tipo de razão que a civilização promove: a razão do interesse próprio e da busca da felicidade.” Como amar um próximo que não demonstra a menor consideração por nós? Há um mundo competitivo lá fora, uma selva onde o predador está à espreita, e não há indícios de que o estranho a quem devemos amar vai devolver esse sentimento ou, ao menos, demonstrar o alguma consideração por ele.
Há uma máxima que diz que para amarmos os outros é preciso primeiro amar-se a si. Bauman define esse amor próprio como “a necessidade de ser amado, pois a recusa do amor – a negação do status de objeto digno de amor – aumenta a auto-aversão. O amor próprio é constituído a partir do amor que é nos oferecido por outros” , ou seja, para amar é preciso se amar e para se amar, é preciso ser amado.
O autor não esconde seu pessimismo com relação ao futuro.E tudo por que somos incapazes de constituir vínculos sólidos uns com os outros.Fomos perdendo o interesse na qualidade das relações, no verdadeiro sentido da palavra amor.
São tempos difíceis e complexos, que gerarão outros tempos ainda mais difíceis e complexos para os que virão depois de nós se não houver uma profunda reflexão do nosso papel enquanto indivíduos e enquanto grupo em nossa sociedade. Colocar o dedo na ferida faz com que tenhamos a certeza de que ela existe e precisa ser tratada se desejarmos curá-la.
Zygmunt Bauman coloca o dedo na ferida e nos faz pensar.
O espelho está aí, basta olhar e ver nosso verdadeiro reflexo.
Olhemos.

Deixo ainda uma reflexão Bíblica (Romanos 12:1-2) Versão Linguagem de Hoje

Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.
Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MODERNIDADE LIQUIDA

Uma síntese do Livro - MODERNIDADE LIQUIDA. Para reflexão dos relacionamentos eclesiásticos de uma Igreja que vai tomando a forma passiva de uma sociedade liquida. “Grifos meus”.


De acordo com a Enciclopédia britânica, “Fluidez” é a qualidade de líquidos e gases, por tanto, essa propriedade é responsável pelas constantes mudanças de formas quando submetidos a uma força. Pela propriedade de não fixação no espaço e por não se prenderem ao tempo, foi que Zigmunt Bauman utilizou em seu livro Modernidade Líquida a metáfora da “fluidez” ou “liquidez” para a presente era moderna.

No prefácio de sua obra, o tempo apresenta relevância especial, pois os fluidos estão sempre prontos a mudanças, preenchem espaços apenas por um momento e por isso mesmo, precisam ser datados. Como a mobilidade dos fluidos se associa à idéia de leveza, essa adentrou na história da modernidade, que não havia sido desde o começo um processo de liquefação.

Os autores do Manifesto Comunista, há um século e meio atrás a considerava estagnada e resistente, com necessidades de derretimento dos sólidos, para dissolver o que quer que persista no tempo e fosse imune a passagem ou ao fluxo. Esse cenário poderia ser representado pela profanação do sagrado, repúdio e destronamento do passado, da tradição, das crenças forjadas etc.

Tentando aperfeiçoamento e substituição de sólidos deficientes por outros aperfeiçoados e preferivelmente perfeitos. Nesse contexto, os primeiros sólidos a derreter seriam: as lealdades tradicionais, os direitos e obrigações que atavam pés e mãos que impossibilitavam os movimentos e iniciativas. Assim, derretendo esses sólidos, as redes de relações sociais estariam desprotegidas e expostas a outras regras de ações. O derretimento dos sólidos gera com isso, uma progressiva liberdade na economia no que tange as tradições políticas, éticas e culturais. Sedimentando uma nova ordem econômica.

Com efeito, o derretimento dos sólidos trouxe a dissolução das forças que poderiam manter a questão da ordem e do sistema na agenda política. Na modernidade fluida se entrelaçam escolhas individuais em projetos e ações coletivas. Nenhum molde foi quebrado sem que houvesse substituição por outro, as pessoas foram relocadas em uma nova ordem, em nichos pré-fabricados, usando a nova liberdade para encontrar as condições particulares para se adaptarem sem esquecer das regras e condutas tidos como corretos para o lugar.

A modernidade fluida produziu uma profunda mudança na condição humana com tendência de desenvolvimento nos conceitos básicos da emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e a comunidade. O tempo adquire história pela velocidade do movimento através do espaço, da imaginação e da capacidade humana. O céu passa a ser o limite, e a modernidade, um esforço contínuo, rápido e irrefreável para alcançá-lo. O acesso a meios mais rápidos de mobilidade na modernidade é a principal ferramenta de poder e dominação.

Com relação ao homem na modernidade, ser moderno passou a significar ser incapaz de parar e de ficar parado, tendo necessidade de estar sempre à frente de si mesmo, significa também, ter uma identidade que só pode existir como um projeto não realizado. Para distinguir nossa condição na modernidade e a condições da modernidade de nossas avós, o autor faz uso de duas características para apresentar diferenças na situação atual. A primeira diz respeito ao declínio da crença de que há um Estado de perfeição a ser atingido no fim do caminho. A segunda diz respeito à auto-afirmação do indivíduo, que se reflete no discurso ético/político do quadro da “sociedade justa” para o dos “direitos humanos”.

O que o autor observa nessas diferenciações é que, se a modernidade original era pesada no alto, a modernidade atual é leve no alto, livres de deveres emancipatórios, com exceção do dever de ceder à emancipação das camada média e inferior, as quais foram relegadas a maior parte do peso da modernização contínua. Diferente da individualização de cem anos atrás, a individualização na modernidade atual, consiste em transformar a identidade humana de um dado em uma tarefa, onde seus autores serão responsáveis pela realização dessa tarefa e das conseqüências advindas com a mesma.

Bibliografia: BAUMAN, Zigmunt . Modernidade Líquida; tradução, Plínio Dentzien. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A IGREJA PEDE SOCORRO.

A IGREJA PEDE SOCORRO

Estamos vivendo um tempo em que vemos muitas pessoas buscar a Deus por diversos motivos, como por exemplo, por não terem como pagar uma dívida econômica, por causas com a justiça, por não terem como contratar um bom advogado, pessoas em busca de prosperidade e outros mais. O buscam como se Ele fizesse parte de um quadro de super-heróis, sendo O mais poderoso desse quadro, pois se conhecessem outros mudariam facilmente. Requerem riquezas, coisas que a própria Palavra afirma que ficarão nesta terra, que serão comidas pela traça. Outros ainda buscam-No por poder, por posicionamento, status, liderança. Esses, como dizem, “se acham a última bolacha do pacote”, acham que a obra de Deus sem eles não acontece, estão atrás de um pequeno grupo para esconder os seus traumas, seus fantasmas, seu egocentrismo.
Existem aqueles que ainda precisam dar uma passeada na Babilônia para satisfazer seus desejos. As coisas se misturam e não conseguimos mais identificar o que somos. A igreja tem perdido a sua identidade aceitando essa mistura, o que antes não se aceitava se aceita. Será que a Graça ficou sem graça? Será que o fogo do inferno esfriou? E a morte? E a vida eterna? O pecado não nos afasta mais de Deus? Qual o significado da morte de Jesus na cruz?
Quando recebemos a Cristo como Salvador, a Bíblia fala que o velho homem é transformado em um novo homem. A Bíblia também nos fala que santidade é ser diferente, que devemos desviar nossos pés dos caminhos dos pecadores, que não devemos nos assentar e nem nos deter nos caminhos dos escarnecedores. Porém, a igreja ainda está cheia de crentes que fazem totalmente o contrário, que são sócios de carteirinha do famoso "Club Del Mundo", que são atraídos, que amam as coisas desse mundo, estão envolvidos, comprometidos com seus banquetes, se curvam à estátua do prazer momentâneo, e nem mesmo foram ameaçados para isso! O que realmente eles são? O pior dos pecados é achar que não temos pecado. É fazer o que a própria Bíblia nos adverte a não fazer, tendo assim a mente enfraquecida por ações pecaminosas, pelas conseqüências de uma vida sem identidade. Pessoas assim já não sabem o que são!
Antes fosse melhor conhecer Jesus depois... A Bíblia fala em Hebreus de pessoas assim, “os que foram iluminados, que provaram do Espírito”, mas se desviaram, escolheram viver uma “vida cristã” sem o compromisso, sem a renuncia, e seus corações não podem ser tocados novamente para arrependimento, a cruz não tem o mesmo significado ou nunca teve significado.
Quando Jesus passa pela praia chamando os discípulos para serem pescadores de homens, esse chamado para vida cristã estava intrinsecamente entrelaçado às palavras compromisso e renuncia. Isso nos afirma o apóstolo Paulo quando diz: “e se vivemos, para o Senhor vivemos!”
Que evangelho é esse, que cobramos mais do que permitimos ser cobrados e nem mesmos a nós nos cobramos? Que evangelho é esse que o pecado não produz o peso numa consciência do que se diz transformado por Cristo? Que evangelho é esse que vamos à igreja quando queremos, ou melhor, que a (igreja) trocamos por qualquer outra proposta? Por que o culto a Deus deixou de ser culto e passou a ser um programa de final de semana? Que evangelho é esse, onde participamos de cultos como uma escolha do cardápio de um restaurante? Não nos empenhamos mais por fidelidade doutrinária, por conhecimento bíblico, e por isso não temos raízes e nem uma identidade. Que evangelho é esse onde as pessoas que ministram e que pregam são rotuladas como bebidas ou qualquer outro objeto? "Desse eu gosto, o outro não é tão bom!" E o sabor da Palavra e Sua suficiência? Que evangelho é esse que separamos as pessoas e quando já não há mais possibilidades, nos separamos delas?
Será que essa vida é realmente uma vida cristã? Somos parecidos com Cristo?
Pois Cristo continua o mesmo! Quando Jesus começa a pregar a mensagem de que muitos que O seguiam seriam perseguidos, mortos a espada, a multidão foi saindo de fininho, e por fim permaneceram somente os discípulos. E o que ouço é a mesma pergunta feita por Jesus aos discípulos: “Você também não quer ir?”.
Abandonamos a Jesus quando não cremos no que Ele é, quando não amamos e não conseguimos nos entregar inteiramente a Ele. Quando não cremos no que diz a Sua Palavra em suas promessas.
Somente conseguiremos servi-Lo dignamente, quando tivermos a mesma necessidade sentida por Pedro ao respondê-Lo “Para onde iremos nós, se só o Senhor tem as Palavras de Vida Eterna”! O mesmo que o negou, verdade! Sofreu por causa da sua fraqueza, da sua fé vacilante, mas por fim foi restaurado e usado grandemente pelo Espírito Santo, demonstrando amor ao seu Senhor.
A igreja de Jesus é aquela que nega a si mesma, que toma a cruz e O segue! Sem estas características não somos a igreja de Cristo, somos a nossa própria igreja, a igreja do EU vivendo a nossa própria vida. Quem tem ouvidos para ouvir ouça!

Pr. Jaylson Nogueira