"Uma vida não questionada não merece ser vivida." (Platão)

Salmos 1
1 Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
2 Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite.
3 Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.
4 O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva.
5 No Dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.
6 Pois o SENHOR dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O PAÍS DO FUTEBOL!!!

PÁTRIA MADRASTA VIL

Clarice Zeitel



Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência...

Exagero de escassez... Contraditórios? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que "dos filhos deste solo és mãe gentil.", mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.

Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não "tapa o sol com a peneira". Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.

A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos...

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?



Tema: "Como vencer a pobreza e a desigualdade"

Por Clarice Zeitel Vianna Silva da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ

Premiada pela UNESCO, Clarice, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre "Como vencer a pobreza e a desigualdade".

A redação de Clarice intitulada "Pátria Madrasta Vil" foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

sexta-feira, 11 de junho de 2010


FAMÍLIA UM PROJETO DE DEUS

SALMO 128
“Feliz aquele que teme a Deus, o SENHOR, e vive de acordo com a sua vontade! Se você for assim, ganhará o suficiente para viver, será feliz, e tudo dará certo para você. Em casa, a sua mulher será como uma parreira que dá muita uva; e, em volta da mesa, os seus filhos serão como oliveiras novas. Quem teme ao SENHOR certamente será abençoado assim. Que, lá do monte Sião, o SENHOR o abençoe! Que, em todos os dias da sua vida, você veja o progresso de Jerusalém! E que você viva para ver os seus netos! Que a paz esteja com o povo de Israel!”


Tentarei expressar o meu sentimento quanto ao valor da minha família, mesmo sabendo que não conseguirei quantificá-lo, pois, quando amamos não conseguimos amar pouco ou muito, da mesma forma em relação a outros sentimentos existentes como raiva, inveja, ódio etc. Não há maneira de medir, apenas sentimos e somos influenciados por este sentimento. Ou seja, vivemos o que sentimos!
Busco expressar o meu amor pelos meus filhos e pela minha amada esposa. Ah, as crianças! Como não amar estes pequenos e já travessos? Pois todas as manhãs ao iniciar o meu dia a primeira coisa que recebo ao acordá-los é um gesto de carinho, um sorriso, abraços sem interesse nenhum, desprovido de “egocentrismo”. Lembro-me do conselho de Jesus: “quem não se torna como um destes pequeninos não entrará no reino de Deus”. Portanto, o que percebo é uma manifestação pura de sentimento real e latente entre nós.
Fui criança e cantava: “Jesus foi criança como eu” me espanto que não muito distante destes dias. Sou grato a Deus pelo seu cuidado, pelo seu amor incondicional por nós, assim, como vejo nos meus filhos na  relação com o meu primogênito “Presente de Deus” este é o significado do seu nome, em algumas vezes chamado assim e atendido prontamente por ele, (rsrsr) hoje com quatro anos e meio e com a minha caçula a “Jardim de Deus” que faz hoje o seu primeiro ano de vida. Minha inspiração ao escrever este texto.
Nossa que trabalho! Mais quanta Alegria! Uma fusão entre noites, fraldas, médicos, remédios e outras funções. Que emoção tê-los, são nossas heranças, não deixaria de fazer mil vezes multiplicado a um milhão de vezes novamente, isso é claro com a dedicação e participação em todo esse processo da minha esposa e também dos agregados. Reconhecimento e gratidão é uma virtude que devemos cultivar!
Nesta função “Ser Pai” - Confesso que me vejo fazendo exatamente aquilo que não recebia do meu pai enquanto criança, isto não significa que não fui amado, apenas que o amor dele era descaracterizado de expressões e gestos e já com minhas memórias poucas vezes foi diferente. Lembro-me de um questionamento do meu irmão do meio, com respeito a essa forma de ser conosco, e o Espírito Santo lhe respondeu: “Você não precisa buscar entender o seu pai, precisa buscar amá-lo”. Meu pai! Quanta coisa mudou depois que me tornei pai. Eu o amo assim como ele é!
Entretanto, somos assim, queremos dar, fazendo o que foi deficiente conosco ou às vezes repetimos os mesmos atos recebidos traumaticamente, é uma escolha. Eu escolhi dar o que sempre quis receber! Mas como encontrar o equilíbrio? Na dedicação em querer vê-los crescendo com segurança, proporcionar o melhor, sem prejudicá-los, tipo mimá-los demais, privando-os de ser eles, mantendo-os debaixo das nossas asas. Tudo no seu devido tempo é claro! Mas o tempo voa, é como um piscar de olhos. Observe a águia e seu filhote, que após suas penas crescerem  a águia sua mãe o empurra do ninho localizado no mais alto penhasco para alçar vôos . Estou tentando encontrar! Sei que não posso ser hipoativo e nem mesmo hiperativo, ou seja, ficar facilmente agitado e inquieto nesta responsabilidade, o tempo é um bom professor.
Estamos em constantes transformações e o aprendizado é dia a dia, eu e eles. Aprendemos até no ultimo suspiro de vida, ou seja, o novo gera aprendizado. Portanto na escola da vida tenho aprendido ser Pai no cuidado dos meus filhos e esposo no cuidado da minha esposa, já a quase seis anos casados, também parece que foi ontem. Mais encontrei uma ajuda sem igual para estas funções, a palavra de Deus, é bom saber que Ele além de ser Deus é Pai e muito diferente do dito popular, pois eu permiti ser o meu Pai e estar comigo todos os dias. E hoje eu canto... Eu sou grato por tudo o que Tenho! E canto! Canta minha alma canta ao Senhor, rende-lhe sempre ardente louvor!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

BONS E MAUS IMPULSOS


BONS E MAUS IMPULSOS

Jonathan Edwards dedicou todo um livro ao desenvolvimento da idéia de que do nosso coração brotam bons e maus afetos. “Os afetos são de dois tipos”, escreve ele no seu inglês antigo. “Há aqueles pelos quais a alma é levada ao que se tem em vista... (maturidade), ou aqueles pelos quais ela se afasta disso, e se opõe a isso. No primeiro tipo se enquadram o AMOR, o desejo, a esperança, a alegria, a gratidão, a benevolência. No segundo, o ÓDIO, o medo, a raiva, o pesar e outros semelhantes.”
Embora esse estilo de expressão pertença a uma época mais antiga, o que ele diz é bastante atual. Conhecemos o tema sobre a o qual ele discorre. O empresário cristão se recolhe cedo seu quarto de hotel depois de um árduo dia de reuniões. Basta apertar o botão que a pornografia toma conta da tela da tevê. Ele conhece a batalha entre os bons e os maus impulsos. Liga para sua esposa, faz algum trabalho pendente, escreve para o filho casado, depois vai dormir. Não aperta o tal botão.
No dia seguinte, as reuniões vão bem, excepcionalmente bem. Naquela noite, os maus impulsos parecem indescritivelmente mais fortes. Ele cede.
Uma duvida o obceca: por que depois de um dia ruim ele vence, e depois de um dia feliz ele fracassa? Vale a pena investigar a questão?
Somos evidentemente uma estranha combinação de bons e maus impulsos, seja qual for o grau de complexidade, e esses impulsos parecem ter vida própria. Convém notar que nos não cristãos os maus impulsos não descem abaixo dos seus pares encontráveis nos cristãos, mas os seus bons impulsos não chegam a igualar aos dos cristãos. Sem o Espírito de Deus, o melhor que podemos fazer é ser bondosamente egoístas. Como disse John Owen, “A única razão por que um homem irregenerado não se entrega à eterna busca de alguma concupiscência é que ele se distrai com muitas outras”.
Com o Espírito de Deus, podemos amar como Jesus, mas podemos também pecar como o diabo. O pecado arraigado é um problema que carregamos a vida toda. A bondade arraigada é uma realidade que fica a vida inteira à espera da liberação.
E como foi que viemos a ser assim? Para compreender os impulsos bons e maus que habitam em nós é preciso voltar ao princípio, ao tempo em que não existia nenhum dos dois, em que Adão e Eva eram inocentes, imaculados mas não ainda inspirados pelo desejo mais profundo de Deus. Até aquele momento catastrófico ao lado da árvore, os dois viveram confiando em Deus, o único ser que conheciam que fora bom para com eles.
Então surgiu outro alguém sugerindo que Deus talvez não fosse tão bom quanto eles supunham. “Você nunca imaginou”, perguntou a serpente a Eva, “que pode haver algo de bom fora de Deus, algo que você pode aproveitar desde que decida a buscá-lo?” (desejo)
Adão sabia que a idéia da serpente estava errada, mas quando Eva comeu o fruto proibido, violando a lei, talvez ele tenha se perguntado se havia dentro de Deus bondade suficiente para restituir a um criminoso o seu lugar à mesa da família. Será que ele poderia fazê-lo? Será que ele se quer iria querer fazê-lo? Se Adão confiasse em Deus, talvez perdesse a sua mulher. Poderia Deus perdoá-la?
Certamente Deus não poderia ser assim tão bom. E com essa dúvida, Adão desconectou-se de Deus, sem saber da incrível confusão que estava gerando.
São drásticas as consequências quando a criatura se afasta do criador. Para Adão, a conseqüência imediata foi o terror. “Será que posso voltar? Será que ele me odeia? Cá estou eu, eu que violei o único mandamento que Deus me deu. Não posso mais suportar o seu olhar. Desvio os meus olhos dele. Agora só conto comigo mesmo para viver. Vamos ver que recursos tenho para cuidar da minha vida...”
Então Adão, como todos os seus descendentes, teve de se virar por conta própria, independentemente de Deus, dependendo só de si, tudo porque não acreditou que Deus poderia ser tão bom. Desde então todos nós nos dedicamos a ver se podemos viver afastados da conexão com um Deus em quem não confiamos plenamente.
Mas desconectar-se de Deus não resolveu o problema. Pois isso exige que neguemos tudo em nós que dependa da nossa conexão com Deus. Portanto negamos os desejos mais profundos da nossa alma, desejos de amar um Deus que nos ama, de amar os outros assim como Deus nos ama. Queremos fazê-lo, mas sem Deus não podemos. Abraçar totalmente o desejo do nosso coração quando não há possibilidade de satisfazer esse desejo é algo que gera aflição intolerável. Melhor é aceitar só os desejos que podemos satisfazer sem Deus.
Também nos desconectamos do nosso senso inato de certo e errado, que hoje nos condena. Prostrar-se diante da justiça significa condenação. Não temos como satisfazer plenamente o critério da moralidade absoluta. Regularmente violamos a lei de Deus. Melhor é rebaixar o critério, adequando-se à nossa estatura moral. Então podemos nos sentir mais à vontade.
Assim é natural que se apague da nossa consciência aquilo que deveríamos originalmente desfrutar e o modo como deveríamos viver. Estamos desconectados, não só de Deus, mas também de nós mesmos, dos nossos desejos mais fortes e da nossa bússola moral.

Extraído por Pr. Jaylson Nogueira

Livro Conexão p. 113 a 116

Autor: Larry Crabb

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Paradoxo da Vitória



O Paradoxo da Vitória
Perder para ganhar!



"Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á". (Mt 16:25)
Por que sempre temos que ouvir uma mensagem triunfalista – que parece concluir que Deus só está com aqueles que vencem, que triunfam? Afirmam que quando as pessoas não alcançam vitória, dizem que o motivo foi o pecado, a falta de fé, que o tal deu lugar ao Diabo!
Pessoas assim não buscam entender os processos da vida e não permitem aos outros entendê-los. Será que não sabem ou ignoram que tem dias que chovem e dias que faz uma estiagem assustadora sobre a horta de todos? Que o povo de Deus sofreu a fome que assolava sua região, que os profetas, homens de Deus também foram presos e exilados. José sofreu como “bode embarcado”, após ter revelado o seu sonho aos seus familiares. Agora é fácil dizer que Deus estava conduzindo a história, mas ninguém disse isto para José, este entendimento só se deu diante dos seus irmãos em Gênesis 45:7.
Os grandes homens de Deus também viveram derrotas em suas vidas, também passaram fome. O que dizer de Sansão, guerreiro temido por todos os filisteus – não estou dizendo que não pecou errando o alvo da sua consagração a Deus, passando assim, pelo caminho amargo das conseqüências de suas escolhas. Observo o Sansão que matou mais em sua morte do que em vida. A vida é um caminho que traçamos com nossas próprias escolhas!
E Moisés, “amigo de Deus”, será que se sentiu vitorioso somente em ver a terra da promessa de longe? Lembro-me de homens que viveram não para alcançar a vitória nesta terra, que morreram e não viram o fruto do seu trabalho, como o Missionário Jim Elliot, morto pelos índios Quechua no Equador, 1956. É dele a celebre frase: “Aquele que dá o que não pode manter, pra ganhar o que não pode perder, não é um tolo”. Como ficaria a conclusão da vida de Moisés pela teologia triunfalista? Afinal, ele não entrou na terra prometida, não alcançou este tipo de vitória. Deus vai te dar, determina a tua bênção!
Veja Davi, o pequeno matador de gigantes. Logo após este triunfo, foge com medo de Saul, se escondendo numa caverna fria, cheia de homens ladrões, endividados, sem esperança. Será que ele se sentia um Rei? Um herói de guerra? (Leia Salmo 142).
Já reinando em Jerusalém - quando foge de Absalão,(Salmo 3) - sofre um golpe político realizado pelo próprio filho. Este homem não era o famoso guerreiro Davi vencedor de batalhas? Por que fugiu? No processo da vida ninguém te avisou que às vezes ganhamos e às vezes perdemos?
Este era o grande questionamento do Salmista Davi (Salmo 13) – “até quando Senhor?”
Ninguém falou para Davi que as coisas nem sempre acontecem como esperamos!
O que dizer de Paulo com o famoso espinho na carne? Este mesmo que tinha em sua mensagem a demonstração do poder de Deus, que ressuscitou um “dorminhoco” que caiu da janela enquanto pregava uma de suas mensagens. Será que ao ouvir que a Graça de Deus bastava se sentiu com menos fé, derrotado? Ou como apregoa a mensagem triunfalista: com pecado, com brechas em sua vida onde a qual Satanás usava contra ele. Não é o mesmo discurso dos famosos amigos de Jó. Este tipo de mensagem não abre espaço para a soberania de Deus nem para a exposição humana diante das aflições do mundo, das tragédias, das crises, dos juros altos, dos salários ineficientes, das enfermidades, da violência que nos cercam.
Será que realmente somos intocáveis usando Deus como um amuleto da sorte sempre que nos encontrarmos em situações de aperto? Jesus disse “no mundo tereis aflições, mas tendes bom ânimo...”, ou seja, continue, lute, se esforce, Jesus venceu o mundo, você também pode vencer. Lembrando que o pódio de Jesus foi uma cruz!
Esta mensagem triunfalista não condiz com o processo de crucificação em que o Nosso Senhor deveria morrer. Esta mensagem possui o mesmo sentimento de Pedro ao dizer: “Não Senhor tu não podes morrer” (Mt. 16:22), pois a cruz era o maior símbolo de derrota. Agora é fácil, Jesus não está mais no túmulo. Creio que se fosse hoje esta igreja triunfalista, se oporia ao sacrifício que nos trouxe vida, ao paradoxo da vitória.
Creio sim, no poder de Deus e em sua Palavra que diz: “somos mais que vencedores, por aquele que nos amou”, mas não esquecendo que somos considerados ovelhas indo para o matadouro, que não estamos aqui para sermos os melhores ou os maiores, tipo “cabeça e não cauda”, buscando ou lutando por uma causa própria, egocêntrica e até denominacional. Portanto, “o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” – Lc 22.26.
Que este seja o caminho da tua vitória ou da tua aparente derrota aos olhos dos triunfalistas! Não a nós Senhor, mas ao teu nome seja a Glória!


Pr. Jaylson Nogueira Pereira

quarta-feira, 26 de maio de 2010



MISSÕES PENSE NISTO!





A história de Jim Elliot e seus quatro amigos é uma das histórias missionárias mais empolgantes e inspiradoras.Jim Elliot nasceu em 8 de Outubro de 1927 na cidade de Portland, no estado americano de Oregon. Jim pertencia a uma família cristã dedicada ao Senhor; desde cedo foi instruído nos caminhos de Deus, e veio a receber a Cristo como seu salvador aos 8 anos de idade. Fred, um pastor batista, e Clara Elliot, seus pais, eram bastante cuidadosos quanto à instrução bíblica de seus filhos e exerceram forte influência na formação de suas vidas. Jim revelou-se um jovem bastante talentoso, destacando-se em todas as atividades que se envolvia. Era líder de sua classe, e detentor de uma brilhante oratória. Elaborou um aclamado discurso de honra em homenagem ao presidente americano, Franklin D. Roosevelt, por ocasião de seu falecimento. Graduou em "desenho arquitetônico" na High School e depois se transferiu para a faculdade cristã de Illinois, a Wheaton College, onde se graduou com as mais elevadas honras.Convicto de sua vocação e chamada, Jim prioriza seus estudos com o intuito de alcançar a melhor preparação possível para o seu ministério. Empenha-se no estudo do grego, já visando uma possível tradução do evangelho para alguma lingua nativa. Segundo o registro de seu diário, sua vida tinha sido profundamente impactada pelos testemunhos de missionários como David Brainerd e Hudson Taylor. Jim Elliot orava constantemente: "Consuma minha vida, Senhor. Eu não quero uma vida longa, mas sim cheio de Ti, Senhor Jesus. Satura-me com o óleo do teu Espírito...". Durante seus estudos conheceu Elizabeth Howard, que também tinha um chamado para missões transculturais. Apesar de seus sentimentos um pelo outro, aguardaram em oração a confirmação de Deus, e somente após a graduação eles se casaram. Jim e Elizabeth se casaram em 1953, na cidade de Quito (Equador) e em 1955, nasceu sua filha Valerie.
Jim recusou convites para pastorear em algumas igrejas nos ministérios da juventude. Para alguns líderes, Jim tinha um futuro bastante promissor no ministério pastoral nas igrejas do EUA. Por esta razão foi criticado quando insistia em sua decisão em levar o evangelho de seu Salvador aos índios na Amazônia. Jim convenceu dois de seus amigos (Ed mcCully e Peter Fleming) que trabalhavam com ele numa rádio de difusão do evangelho a participarem da escola linguística, juntamente com ele e Elisabeth. Mais tarde , os três amigos e suas esposas (Jim e Elisabeth casaram-se no Equador) partem ao Equador para trabalharem com os índios Quechua. No Equador, um piloto missionário, Nate Saint, e sua esposa juntaram-se ao grupo. Conseguiram estabelecer uma estação da missão entre os índios Quechua. Jim e Elizabeth trabalharam na tradução do Novo Testamento para a língua dos quechuas. Nesse tempo Jim se lembrou dos índios aucas (hoje conhecidos como Huaoranis) que tinham a fama de serem muito violentos e que não possuiam nenhum contato com o mundo exterior. Com o propósito de levar o evangelho aos índios huaoranis, o grupo começou a elaborar um plano que ficou conhecido como Operação Auca.
Roger Youderian, um novo missionário, com sua esposa pediram para se juntar ao grupo. Nate Saint, conseguiu avistar alguns índios aucas sobrevoando algumas áreas que foram demarcadas no mapa da operação. A partir de então começaram sistematicamente sobrevoar as áreas dos huaoranis durante quatro meses levando presentes. Amarrado por uma corda, um balde cheio de roupas, bugicangas, cereais e fotografias dos missionários era levado pelo avião que em vôos baixos deixava cair os presentes. Os índios aucas chegaram a colocar no balde um papagaio e alguns enfeites de suas vestimentas. Diante do progresso alcançado, os cinco jovens missionários resolvem montar um acampamento às margens do rio Curray. Através de uma estação de rádio comunicavam constantemente com suas esposas que tinham ficado na base da missão.
Pouco tempo depois, um grupo de quatro índios visitaram os missionários em seu acampamento. Os missionários deram-lhes presentes e alimentos como um sinal de paz. Outros contatos foram feitos por mais algumas vezes e um daqueles índios chegou a voar com Nate Saint em seu avião, sobrevoando sua própria aldeia. Incentivados por uma visita no dia 7 de Janeiro, os missionários decidiram ir até a aldeia dos huaoranis. Acordaram cedo e louvaram ao Senhor na manhã de 8 de Janeiro. Nate e Jim sobrevoando a área da aldeia dos aucas avistaram um grupo de 20 a 30 índios se movendo em direção ao acampamento. Através do rádio comunicaram com suas esposas e decidiram ás 16:30 entrarem em contato novamente.
Ao chegarem na praia de seu acampamento, Nate e Jim avisaram aos outros que os aucas estavam vindo. Munidos de armas decidiram não utilizá-las. Pouco tempo depois chegaram os aucas e pouco esses cinco jovens puderam fazer. Foram mortos pelos aucas naquele dia de 8 de Janeiro de 1956. Angustiadas pela demora do contato de seus maridos, suas esposas solicitaram imediatamente ajuda. Helicópteros e forças do exercito equatoriano sobrevoando o rio Curray encontraram os corpos de quatro missionários (não foi encontrado o corpo de Ed McCully). Seus corpos foram encontrados brutalmente perfurados por lanças e machados. O relógio de Nate Saint foi encontrado parado em 15:12 minutos, do que se deduz a hora em que foram mortos.
As esposas desses missionários, apesar da grande dor que sofreram, decidiram continuar com a missão, e algum tempo depois foram sucedidas na evangelização dos aucas. A tribo foi evangelizada e alguns anos mais tarde, o assassino de Jim Elliot, agora convertido ao Senhor Jesus e líder da igreja na aldeia batizou a filha de Jim e Elizabeth no rio onde seu pai tinha sido morto.

A vida e o testemunho desses cinco missionários martirizados por amor ao evangelho têm inspirado até hoje centenas de jovens a dedicar suas vidas ao Senhor da seara. Jim Elliot procurou servir a Jesus com todas as suas forças e a maior parte de sua vida e de seu ministério é contado por sua esposa Elizabeth em dois livros publicados posteriormente. Sua célebre frase, encontrada em seu diário nos inspira a entregar sem reservas a nossas vidas nas mãos do Mestre: "Aquele que dá o que não pode manter, para ganhar o que não pode perder, não é um tolo".
Biografia de Jim Elliot compilada por LUCIANO HÉRBET a partir de textos extraídos da internet

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Salvemos a Próxima Geração - Ricardo Gondim

Preocupo-me com os futuros pastores. Quase diariamente recebo pedidos de socorro de seminaristas já confusos antes de começarem suas atividades ministeriais. Não conseguem se encaixar nos modelos mais populares de serviço cristão, não sabem quais sendas trilharão.

O contexto oferece poucas opções ao jovem pastor. Caso pertença a uma grande denominação, pode ambicionar as estruturas de poder. Sabendo manter-se politicamente correto, conquistará estabilidade financeira. Se for de uma denominação pequena, se lançará numa feira livre religiosa. O mercado religioso é inclemente; nele impera a máxima “quem não tem competência não se estabelece”. Sem o amparo de uma grande denominação, terá de fazer sua igreja acontecer valendo-se de carisma e empreendedorismo. Lamentavelmente, muitos sucumbem, partindo para a manipulação inescrupulosa do sagrado; outros se concentram em estratégias de marketing, e há os que importam modelos de igrejas estrangeiras bem-sucedidas.

Cabe aos seminários o desafio de nortear futuros pastores; reitores e professores precisam questionar seus modelos; e mais: discutir os propósitos do ensino e saber se respondem aos desafios da seara.

Atrevo-me a oferecer algumas recomendações aos docentes que formam novos ministros.

Aconselho que alguns livros passem a ser obrigatórios. Quem lê romance capta, mesmo em narrativas fictícias, a imensidão humana. Para se inteirar da cultura brasileira, todo aluno deveria ler O Quinze, de Rachel de Queiroz, e Fogo Morto, de José Lins do Rego; para conhecer as raízes da pátria, recomendo O Cortiço, de Aluísio de Azevedo. Todos colariam grau apreciando Machado de Assis e seu “Eclesiastes”: Memórias Póstumas de Brás Cubas.

As grades curriculares deveriam incluir poesia. Cada seminarista aprenderia a esboçar alguns poemas, para não se contentar em apregoar a verdade, mas enaltecê-la com graça. Um poeta não se satisfaz em ser coerente; quer dar ritmo e formosura à sua fala. O pastor não deve buscar incutir em suas ovelhas apenas valores morais, intelectuais e espirituais. Ele deve suscitar admiração e espanto diante da majestade divina. Sugiro que os professores omitam o nome dos grandes poetas. Sem preconceitos, seus estudantes aprenderiam a gostar de Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Adélia Prado e outros.

Aconselho o retorno da meditação bíblica, de aulas em que se leriam as Escrituras em silêncio. Aulas com o objetivo de inocular nos alunos o amor pela Palavra sem terem de tirar verdades práticas para um próximo sermão. Eles descobririam a riqueza de aquietar a alma e ouvir a inaudível bruma com a voz do Espírito Santo. Os professores incentivariam que suas classes se familiarizassem com os pais do deserto. Aconteceria uma revolução, pois teríamos preces menos utilitárias e jejuns sem tentar coagir a Deus.

Sugiro que os seminaristas façam estágio em três instituições: Hospital Infantil do Câncer, Associação de Paralisia Cerebral do Brasil e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. A única exigência seria que não se envolvessem com burocracias, mas estivessem em contato com as crianças. Depois, os professores pediriam uma monografia sobre cura divina. Há pouco, ouvi um pastor prometer que todos seriam curados de suas doenças. Abismei-me com sua inconseqüência. Ele provavelmente nunca conviveu com pais que lutam com deficiências genéticas.

Outra idéia, é que se exija dos alunos não viverem em países do Primeiro Mundo sem antes morarem, por pelo menos dois anos, em regiões de extrema pobreza. Sugiro que se mudem para comunidades ribeirinhas do Amazonas, Sertão Nordestino ou favelas de alguma metrópole. Se alguém se sentisse vocacionado para missões transculturais, antes se obrigaria a morar em um país africano, trabalhando em alguma clínica pública para aidéticos ou num campo de refugiados de guerra. Acredito que essa medida estancaria o enorme fluxo dos que desejam emigrar para países mais abastados alegando um chamado divino.

O cristianismo não precisa advogar tanto a ortodoxia. O mundo já não se interessa pela defesa de verdades, quaisquer que sejam elas. Existe um fastio quanto a dogmatismos — ideológicos ou religiosos. O anseio é por coerência entre discurso e vida.

Importa que líderes cristãos encarnem sua humanidade. Em um mundo sem ternura, precisam-se de homens solidários. Numa época em que a vida perdeu seu valor, necessitam-se de pastores que amem a justiça. Jesus nunca almejou fundar uma igreja liderada por técnicos desprovidos de alma. Ele jamais vislumbrou seu corpo resumido a auditórios lotados, e jamais aceitaria discípulos parecidos com aqueles que conspiraram sua morte.

Os seminários não podem resignar-se a gerar profissionais da religião, mas servos que vivam a fé de maneira íntegra, solidária e justa. Se quisermos salvar a próxima geração de pastores, uma nova reforma precisa acontecer imediatamente. E que comece pelos seminários.

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim

quarta-feira, 24 de março de 2010

Desobstruindo o Fluxo do Espírito na tua Vida.

Há um tempo eu e Rogério (vulgo Cupim) tivemos que subir no telhado do templo para ver alguns vazamentos, infiltrações que deixaram alguns sinais no nosso gesso. Poderíamos ter uma ação preventiva, mas como bons cidadãos brasileiros sempre protelamos as coisas e só tomamos atitudes quando as coisas acontecem. Quando vazam!
Como sabemos que toda causa tem um efeito, logicamente a causa do vazamento era algumas folhas dos galhos da mangueira que debruçava sobre o telhado da igreja, ao cair a chuva essas folhas se amontoavam e algumas ENTUPIAM AS CALHAS. Foi somente 12 sacos grandes de folhas, galhos e mangas podres que tiramos do telhado para resolvermos o problema, desobstruir, desimpedir a passagem.

O que quero dizer com esse relatório - Com o Jornal: Aconteceu na IBM.

Gostaria de fazer uma analogia com a nossa própria vida e as coisas que Deus tem para nós.

Deixamos sempre para depois aquilo que as pessoas não vêem em nossa vida, e aquilo que não somos cobrados a respeito. Muitas vezes esse depois... nunca chega!

Como os resíduos estavam num lugar que ninguém via, foram acumulando e trouxeram um problema, que só foi detectado quando choveu. Não podemos ignorar as conseqüências!

Então o que poderia obstruir os mananciais de vida em nós?
O pecado não confessado e arrependido, a falta de dar e receber perdão, a falta de amor ao próximo e comunhão com a igreja, uma vida morna espiritualmente, e outros...

Será que existem coisas acumuladas, entulhos obstruindo o fluxo do rio da vida, do Espírito Santo na tua vida? Jesus disse: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (Jo. 7:38)

Quando falamos disso encontramos alguém que viveu isso na íntegra: DAVI. Ele teve ou permitiu que o telhado da vida ficasse entulhado também. Ele soube muito bem expressar o que é ter a vida obstruída: “meus ossos secaram...” (Salmo 32: 3 e 38:3)

No Salmo 32, ele começa dizendo: Feliz é aquele cujo a iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. EXPIAÇÃO. O arrependimento de Davi mostra-nos o caminho da restauração – desobstrução do Rio de Deus.

Adão no Éden – Deus tomou um animal e o vestiu com a sua pele – sacrificou, cobriu sua nudez - COBRIR significa expiar.

Veja o que diz Provérbios 28:13: “O que encobre (esconde) as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.

O perdão de Deus é imediato quando nos arrependemos verdadeiramente. Quando abandonamos as práticas pecaminosas encontradas na Palavra. Todo pecado é contra Deus e quem os pratica - sofrem os efeitos quem os pratica.

Deus é um Deus que exige exclusividade – Não podemos pensar em servir a Deus e continuarmos com atitudes condenáveis (II Cor. 6:14-18 e 7:1). Por favor, leia!

Na dinâmica da vida Cristã qualquer ligação com o mundo, de maneira que tende a diminuir ou mudar a direção da nossa peregrinação ao encontro de Deus, é um julgo desigual.

Quando você recebe a Cristo como teu Senhor entregando a Ele a tua vida, você passa a viver uma vida nova. Diz a Bíblia: “Que a velha maneira de viver passa, temos uma novidade de vida.” (II Cor. 5:15 – 17).

Aqueles que vivem de uma forma onde a sua consciência não trazem nenhum tipo de cobrança (arrependa-se!), onde depois de buscarem os prazeres desse mundo deitam e dormem numa boa, estes estão com os telhados da vida entulhados, obstruídos e a qualquer momento poderá vir às conseqüências, as infiltrações, desastres de suas buscas. “O que semear... colherá”, segundo Tiago. Qual tem sido a tua semente?

Eu quero encerrar este momento reflexivo - com o texto de Hebreus 2:3a “Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?”

E reafirmar a você que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de TODO pecado (confessado). Que não há mais condenação para aqueles QUE ESTÃO em Cristo Jesus, que não ANDAM segundo a CARNE, mas segundo o ESPÍRITO.

Lembre-se: “Do seu interior fluirão rios de águas vivas”.

Pr. Jaylson Nogueira Pereira.