"Uma vida não questionada não merece ser vivida." (Platão)

Salmos 1
1 Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!
2 Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite.
3 Essas pessoas são como árvores que crescem na beira de um riacho; elas dão frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. Assim também tudo o que essas pessoas fazem dá certo.
4 O mesmo não acontece com os maus; eles são como a palha que o vento leva.
5 No Dia do Juízo eles serão condenados e ficarão separados dos que obedecem a Deus.
6 Pois o SENHOR dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"O Outro Evangelho"

Por Samuel Torralbo - blog Púlpito Cristão


É impressionante o nível de consciência moderada encontrada em Paulo (o apóstolo) com relação ao evangelho de Cristo. Paulo é um exemplo típico de quem entendeu a importância do equilíbrio entre a mensagem apologética que visa a defesa do evangelho, como também a querigmática que prioriza o anúncio simples da mensagem de Cristo.
De modo que, assim como os judeus que trabalharam na reconstrução dos muros em Jerusalém, tinham uma espada para combater o inimigo, e uma pá para a edificação, do mesmo modo, precisamos da pregação apologética, quanto da querigmática, para que, não corramos o risco de apenas defender o evangelho, enquanto menosprezemos o anúncio das escrituras sagradas de maneira simples e contundente.

Porém, no mínimo é empolgante descobrir a veemência com que o apostolo Paulo se utiliza da mensagem apologética, demonstrando-se inflexível diante das diversas correntes heréticas de sua época.

Estou persuadido de que, uma das máximas da mensagem apologética do apostolo Paulo pode ser encontrada nos desafios enfrentados pelos gálatas, que estavam sendo influenciados por heresias e conceitos doutrinários deturpados. Diante da dubiedade doutrinaria o apóstolo Paulo, declarou: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;” Gl 1.6

Paulo sintetiza todas as heresias e contradições como o “outro evangelho”, porém no primeiro século as deturpações doutrinarias eram bem conhecidas e definidas, como por exemplo o docetismo (que afirmava que Jesus não havia nascido de Maria), Ebionismo (afirmava que Jesus era um homem comum, e se tornou messias por cumprir a torá), Adocianismo (pregava que o Filho não era co-eterno com o Pai), de modo que, essas e outras doutrinas enquadravam-se dentro daquilo que Paulo chamou de “outro evangelho”.

Do mesmo modo, “o outro evangelho” continua atuante no mundo pós-moderno, porém com outra roupagem. Uma vez, que a generalização do termo “outro evangelho”, venha ser fragmentado minuciosamente em seus modus operandi, certamente encontraremos as terminologias que define as diversas formas de heresias e enganos que operam atualmente. Observe abaixo, algumas das possíveis terminologias que definem em nosso tempo o “outro evangelho”.

1 – O evangelho hedonista: É aquele evangelho que cultua o prazer. Vale tudo pela felicidade egoísta do homem.

2 – O evangelho Burocrático: È aquela forma de evangelho que sacrifica a simplicidade da graça em Cristo, e condiciona o individuo a campanhas, correntes, performances viciantes, que objetivam no final (que nunca chega) alcançar as bênçãos dos céus.

3 – O evangelho faz de conta: È aquele evangelho que tanto o povo, quanto a líderança se auto enganam, “eu finjo que prego e vocês fingem que acreditam”. Nunca são expostos a verdade.
4 – O evangelho Monopólio: È aquele evangelho que não é mais de Cristo, mas de algum dono surtado de alguma “igreja”.

5 – O evangelho Pague e Leve: É uma antiga forma de indulgencia, onde a benção está sempre condicionada a qualidade da oferta que o fiel entrega.

6 – O evangelho Show: È aquele evangelho que tanto a adoração, pregação e liturgia fazem parte de um show, que celebram a personalidade humana e criam ídolos evangélicos.

7 – O evangelho pragmático: È aquele evangelho que prioriza as leis do mercado, “se está dando certo, então é verdadeiro”, sendo que, nem tudo que parece estar dando certo, é verdadeiro segundo os princípios divinos.

Estou convencido de que, o aumento do “outro evangelho” é iminente no mundo pós moderno que prioriza o imediatismo e consumismo, porém, o chamado de Deus continua o mesmo - que a sua Igreja viva o verdadeiro evangelho de Cristo Jesus com simplicidade e relevância, em meio a um mundo corrompido pelo pecado.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O TEMPO E A ALMA


“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”
(Salmo 90:12).

Certamente você já deve ter ouvido poesias e canções que diziam que o tempo não para!

“O segundo, não o tempo, é implacável.
Tolera-se o minuto. A hora suporta-se.
Admite-se o dia, o mês, o ano, a vida, a possível eternidade.
Mas o segundo é implacável.
Sempre vigiando e correndo e vigiando.
De mim não se condói, não Pará, não perdoa.
Avisa talvez que a morte foi adiada ou apressada
Por quantos segundo?”

Carlos Drummond de Andrade

Busco entender como os dias passaram tão rápidos este ano, e cada ano parece que é ainda mais veloz. Pode ser pelo momento que estou vivendo. Entretanto é fato que sofremos transformações em todos os aspectos possíveis e inimagináveis, e tudo isso em mega velocidade. A própria Palavra de Deus diz que o “tempo se abrevia”. Todavia, acredito que este tempo cronológico não sofreu e nem sofrerá nenhuma modificação quanto ao padrão de medida do próprio tempo.
Por que será que na correria da vida não conseguimos perceber que esta alteração não está no ritmo do tempo, mas no ritmo da vida? O homem sendo escravo dos próprios desejos, do seu espírito volitivo, das suas vontades, escravo do tempo, que diz que para alcançar é melhor correr, pois ganha quem chega primeiro! Não é assim?
Pensando neste ritmo alucinante, há de concordar que com a diminuição da velocidade amplia-se o campo da visão, ou seja, a percepção das coisas. Então para isso é melhor diminuir a marcha! A velocidade está em proporções relativamente antagônicas, pois quanto menor a velocidade, maior será a percepção, portanto sabedoria!
Não pense que o melhor é ficar parado, pois parado também não há percepção de novas coisas, o campo da visão fica limitado, embora tenha gente que vive muito bem assim. Mas, estou falando em movimentos calculados, pensados, antes ou depois de cada ação, com acertos e também com erros, ou seja, continue em frente!
O Salmista busca fazer uma reflexão profunda deste ritmo, desta velocidade. Muitos têm encontrado o esgotamento, tão somente porque seus corpos não suportam mais este ritmo frenético, e quando isso acontece, o ritmo de suas vidas é modificado por questões fisiológicas, a máquina quebra.
O que nos tem provocado tamanha ansiedade que não conseguimos parar, diminuir a marcha e refletir sobre o nosso dia, a nossa vida, a ponto de adoecermos e até morrermos?
Encontro esta resposta na expressão dita por Salomão “correr ou correndo atrás do vento”, nada seria mais cansativo e infrutífero do que correr atrás do vento, estar sob o controle das vaidades! Tudo é vaidade!
O homem está cada vez mais ansioso. ANSIEDADE é definida como “estado de humor desconfortável, apreensão negativa em relação ao futuro, inquietação interna desagradável, inclui manifestações somáticas e fisiológicas”.
E com o fracasso do que se busca por vaidade entramos em DEPRESSÃO. As síndromes DEPRESSIVAS têm como elementos mais salientes o humor triste e o desânimo. Não percebemos a beleza de cada dia, o dia fica sem cor.
Este momento é reflexivo para muitos. Para alguns realmente este ano passou rápido, são aqueles que gostariam que o dia tivesse 36 horas, para realizarem tudo o que estava em sua agenda pessoal. Mas, para outros o mesmo ano passou de forma vagarosa onde realmente parecia que o dia tinha 36horas, por que as situações perduravam e não se modificavam.
Encontramos sob a ação do tempo homens com características diferentes, uns ansiosos e outros depressivos, tão somente por causa do ritmo do tempo refletido na própria alma.
Para aqueles que vivem em tempos de ansiedade este mesmo tempo passa rápido, pois o mesmo é insuficiente para realizar seus anseios. Para aqueles que estão deprimidos o tempo não passa, a percepção em relação ao tempo é que ele se estende juntamente com a dor, angustia que nunca passa.
A ansiedade está relacionada a questões do futuro e a depressão a questões já vividas, de uma forma simplista e não completa, é claro. Observa agora que o tempo continua sendo o mesmo, a terra continua girando na mesma velocidade, e os dias continuam tendo o mesmo padrão cronológico de medida.
Portanto quando estamos tomados por quaisquer destes sentimentos, estado de humor ou ânimo, ansioso ou depressivo, não conseguimos ajustar nossa alma com o tempo e não conseguimos contar nossos dias para alcançar corações sábios. O que seria o sábio nesta relação? Seria aquele que encontrou equilíbrio entre as questões do coração com o tempo presente, passado e futuro.
O que então está fora de controle? Simples, a alma humana! Descontrolada pelas coisas deste mundo.
A Bíblia nos ensina a lançar nossa ansiedade em Deus, a estarmos fora do ritmo, velocidade, que seriam elementos da forma deste mundo, é o que diz o Apóstolo Paulo. Também de uma maneira direta Deus diz “que precisamos nos aquietar e saber que Ele é Deus” (Salmo 46.10).
O significado de viver em fidelidade ao momento presente, sem retroceder ao passado ou antecipar o futuro, é maravilhosamente ilustrado pela história de um monge que estava sendo perseguido por um tigre feroz.
Ele correu até a beirada de um despenhadeiro, olhou para trás e viu o tigre rugindo e pronto para dar o bote. O monge então notou uma corda que pendia da beira do precipício. Ele agarrou-a depressa e começou a descer a lateral do despenhadeiro agarrado na corda, para escapar das garras do tigre. Que alívio! Essa foi por pouco!
Ele então olhou para baixo e enxergou uma imensa extensão de rochas pontiagudas aguardando 150 metros abaixo. Ele olhou para cima e viu o tigre a postos no alto do precipício com as garras à mostra. Nesse exato momento dois camundongos começaram a roer a corda. O que fazer? O monge viu um morango que se estendia ao alcance da sua mão da face do despenhadeiro. Ele colheu-o, comeu e exclamou: "Que delícia; esse é o melhor morango que já comi na vida". Se ele estivesse preocupado com as rochas abaixo (o futuro) ou com o tigre acima (o passado), teria perdido o morango que Deus estava lhe dando no momento presente.
Concentremo-nos, então, não nos tigres do passado e nem nas pedras do futuro, mas apenas no morango que está aqui, e agora, tendo plena consciência que “este é o dia que o Senhor nos fez, alegremos e regozijemos nele”.

Ensina-nos, Senhor, a contar nossos dias!

Pr. Jaylson Nogueira Pereira.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Indignados ou Inconformados?

Pr. Leandro Mozart

“(...) Não se amoldem (tomem a forma) ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS”. Romanos 12: 2 Eu tenho me sentido indignado com os rumos que estão sendo tomados em nosso país. Tragédias históricas, desmandos constantes, política de colarinho branco que sempre acaba em “pizza”, falta de liderança moral, ausência de atitudes de caráter, e fundamentalmente, falta de perspectiva de futuro para um povo que ouve dizer que o país está melhor, mas olhando ao seu redor não constata o discurso meramente político e maquiado. Sem dúvida é de indignar o que vêm acontecendo no mundo ocidental capitalista que prima pelo consumo, o conforto e a individualidade, não se sensibilizando mais com a dor do outro, mesmo que esse outro esteja tão próximo. Vamos nos tornando tão indignados e desesperançados com as tendências desta nação e deste mundo que ficamos absortos, acomodados, de braços cruzados e nos entregamos – literalmente desistimos. Paulo, o apóstolo, escrevendo aos cristãos de Roma não pergunta se eles estavam indignados com a sociedade de seu tempo, até porque as mesmas atrocidades sempre se repetem historicamente, ou seja, quem tem poder domina e quem não tem é dominado. Na verdade, Paulo pergunta se aqueles cristãos são inconformados. Isso me intriga. A indignação é algo tão sutil que vai-nos corroendo e nos contaminando, fazendo com que fiquemos amargos. Ela gera a passividade, gera críticos que criticam e fazem apenas isso. A indignação produz gente que não faz acontecer, que não faz nenhuma diferença, que não transforma a sociedade. O apóstolo nos chama à inconformidade. Pois ela produz gente pró-ativa. Gente que se interessa pelos problemas, afinal, deseja resolvê-los. Gente que toma atitudes cruciais que tornam suas vidas melhores e conseqüentemente tornam-se agentes de mudança. Gente inconformada com o mundo (os sistemas de valores) é o que falta no século XXI e, especialmente, no Brasil. Quero deixar de ser um cristão indignado com os desmandos do meu país que ceifa vidas e as tornam apenas números identificados e noticiários de crises passageiras. Quero me tornar um inconformado! Alguém que é agente de mudanças. Quero ser instrumento do poder de DEUS através de uma mente inconformada e em constante renovação para contribuir para a transformação desta sociedade nestes tempos tão difíceis. E você, é um indignado ou inconformado?

terça-feira, 19 de outubro de 2010

“QUEM EU SOU?”



A pergunta do Mestre é direta: “Quem diz o povo que eu sou?” (Lc 9, 18), ao que eles responderam o que vinham ouvindo do povo: que Ele era João Batista, ou Elias ou ainda algum outro profeta.
Ao ouvir aquelas palavras e perceber como o povo ainda não o reconhecera, Jesus refaz, então, a pergunta, desta vez dirigindo-se diretamente aos apóstolos: “E vós, quem dizeis que sou eu?” Ao que Pedro responde prontamente: “O Cristo de Deus.” (Lc 9, 18-24)

Meu avô dizia que o mais importante não é o que você diz que é, mas o que as pessoas dizem que você é. Embora, apenas as pessoas que nos conhecem de fato, que convivem conosco poderiam dizer com propriedade algo sobre nós. Faço-lhe uma pergunta: O que dizem as pessoas, que convivem com você, a seu respeito? Elas sabem quem é você? Ou você é um daqueles que descreve a si mesmo como uma incógnita, uma encruzilhada no caminho da personalidade, uma bifurcação na estrada da identidade, um elemento ainda não resolvido pelas formulas da física ou da matemática?

A resposta de Simão (Pedro) tem como fundamento sua própria experiência: ele convivia com Jesus e sabia quem seu mestre era e, esse convívio, abrira seu coração à revelação do Espírito, que lhe permitiu dizer, quase que de um estalo: Tu és o Messias!

Estamos vivendo um tempo de dificuldade em saber de fato quem são as pessoas e suas aspirações, pois, se você não percebeu, já estamos vivendo no mundo do “faz de conta”. Do parece ser e do parece ter. As coisas são tão fantasiosas que ficção agora é quase real, está em “3D”. O que seria real e não real neste contexto? Creio que só poderemos entender essa questão, se buscarmos entender o que de fato nos caracteriza como indivíduos, a nossa identidade. Busquei algumas definições para melhor entendermos identidade, é claro que existem muitas outras, aqui faço uso da psicologia social.

* qualidade do idêntico, capaz de reunir um conjunto de fatores próprios e exclusivos a cada pessoa (Hollanda)
* compreensão dos aspectos de ordem objetiva, subjetiva, individual e social (Erikson)
(Kruger) destaca alguns aspetos:
Constitui-se com base em crenças autodescritivas e auto-avaliativas, as quais lhe conferem um caráter dinâmico que permite mudanças. Este sistema de crenças contribui para o desenvolvimento da personalidade e da conduta dos indivíduos.

Nossas ações vão revelar nossa identidade, revelar nossos valores morais e éticos, nossa crença. Neste processo, de acordo com princípios morais estabelecidos, progredimos ou regredimos em nossa conduta. A forma natural é crescimento, esclarecimento, conhecimento. “Aquele que começou a boa obra é fiel pra completá-la”.
Num outro momento, o evangelista João, preso nas vésperas de sua morte, envia discípulos para perguntarem a Jesus se ele era o Messias – Algo sobre sua identidade (Mt. 11:1-6) – e a resposta de Jesus a eles foi: Ide e anunciem a João as coisas que ouvis, “os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres é anunciado o evangelho.” Mais uma vez, Jesus destaca que não é o que você apenas diz que lhe caracteriza como sujeito, muito mais o que você faz.
Estamos mesmo vivendo no “país das maravilhas” em todos os sentidos e estâncias sociais. Na religião, na economia (EUA) pode dizer com propriedade, a quebradeira, a crise econômica, poucos imaginavam. “De longe ou no escuro todo gato é pardo”.
Veja agora a Política do nosso país! Neste período da campanha presidenciável (2º turno), não consigo identificar o que é e o que não é de fato real, verdadeiro, na internet então! E não é nem para tentar definir quem é melhor não, passe de mim este cálice! As coisas (candidatos) tomam forma e se refazem de acordo com as suas necessidades, falam o que a maioria apóia, até dizer que acredita em Deus, quem diria uma Marxista de esquerda, ou melhor, agora legitima ambidestra, num país das falácias, engano. Mudam facilmente, talvez possuídos pelo mesmo interesse que houve em Judas Iscariotes. Personalidades e identidades flácidas, Como diria Bauman: fluidos. Bonecos de cera expostos ao calor da busca ao poder.
Confesso que antes estava inclinado pela direita, se é que existe isso no Brasil político com tantas alianças antes impensadas, agora possíveis de acontecer. Comprovam que os interesses múltiplos fracionários estão acima das aspirações antes defendidas como bandeira, ideologia. No naufrágio da ética e da moral, os ratos se salvam agarrados aos destroços da impunidade!
Não podemos, como igreja de Jesus, deixar dúvida quanto a nossa identidade, nossa missão, pois nossas ações precisam condizer com nossa mensagem no mundo do faz de conta, da hipocrisia, da irrealidade.

N’ele que é real e que sabe quem sou eu e quem é você de fato, graça e paz!

Pr. Jaylson Nogueira Pereira


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fé e Ação... Ação e Fé.

Fé e Ação... Ação e Fé.
Por que ainda não temos encontrado solução para os nossos problemas?

Ou alcançado bênção do Senhor na nossa vida?

A fé sem obras é morta – (Tg. 2: 14 –26).
Existem pessoas que querem um emprego: Que estão clamando a Deus por um emprego, pois querem melhorar de vida. Mas, não se qualificam, não estudam, não fazem um curso profissionalizante, não distribuem currículos, estão esperando em Deus. Estão enfiados dentro de uma igreja tão somente esperando o milagre e não fazem nada para alcançá-lo. Nos relatos bíblicos sobre milagres, observe que sempre uma ação de quem buscava o milagre antecedia o mesmo. O cego grita por Jesus, a Mulher se esforça para vencer a multidão, Naamã tem que ir até o profeta e fazer o que ele diz.
Passemos para alguns assuntos práticos:
Casamento - Na sociedade que vivemos está sendo considerado quase um milagre casar e permanecer casado. Existem pessoas que querem casar: Mas, são pessoas que não sabem, nem possuem o perfil do futuro esposo ou esposa. O que você quer? Se é alto, baixo, gordo ou magro, com qual nível de conhecimento, crente ou não (apesar de não ser garantia nenhuma), e fica pedindo me dá Senhor. É claro que esposo ou esposa não se busca como uma mercadoria de supermercado, contudo se você não sabe o que quer como obter tal coisa, fica pedindo “Deus me dê um namorando, noivo esposo.” Se você não sabe o que quer como Deus vai te dar? (Não recebem porque pedem mal). Entretanto não é só pedir é também agir! Não estou tirando Deus do seu lugar ou diminuindo o seu poder não! O que quero dizer é quê: Deus não vai fazer o que você precisa fazer! Deus não ajuda preguiçoso!
Sem falar que se não sabendo o perfil do futuro pretendente como tal pessoa irá se preparar para conquistá-lo? Também pode haver outro critério além do perfil. O de que qualquer um serve, (desesperadas). Pessoas assim ficam como uma metralhadora humana, dando tiro pra todo lado. Pior ainda é quando não se cuida não se arruma direito, fica parecendo mesmo uma arma de guerra. Pra resolver é só pedir um com problemas de visão. Deus de amor!
A mensagem triunfalista diz: Deus vai te dar... Ah tá! Você que não faça algo pra alcançar não pra ver!
Você esta esperando 1, 2, 3 anos e nada – Você vai ficar esperando! Você precisa de Deus sim! Mais Ele vai abençoar aquilo que você se propõe a fazer! Para derrotar Golias Deus usou a habilidade de Davi, que era o melhor atirador de pedras de Israel. E você quer ser usado? Quer ser abençoado? Quais são as suas habilidades?
Problemas conjugais: Casamento pode ser uma bênção como uma tragédia – depende de duas pessoas. Mas não é impossível.
O homem e a mulher vivem em pé de guerra, não podem se encontrar que sai faísca. E a mulher está clamando a Deus por mudança no esposo – mas quando ele chega em casa, a primeira pergunta que ela faz é “você demorou... você estava onde?” Ele responde: “Preso na 3ª ponte”, mas ela não acredita... e começa ”– você não fala que me ama... você arrumou outra... está me traindo!”
E não vê que suas atitudes contribuem para a destruição do casamento – ainda diz que o Diabo está destruindo o casamento dela. Não! É ela mesma! Também não estou dizendo que o Diabo não está agindo, entretanto, em muitas situações ele nem precisa. Algumas vão buscar solução nesses cultos onde tudo é o diabo, que tem de repreender o Diabo. Tem de repreender a ela mesma. Encher a boca d’água! E o coração de sabedoria! “A rixosa a (casa) destrói com as próprias mãos” (Pr. 14:1).
Outra situação quando ele, o marido, entra em casa, vindo do trabalho – ela está vendo novela, não tem nada para comer e vestida com uma roupa que nem pra bazar serve. E diz que o diabo esta destruindo o seu casamento!
Clama a Deus, mais não percebe que para o milagre acontecer ela precisa mudar! Ela faz parte do processo de restauração do casamento.
Isto também acontece com as mulheres - O homem a trata com grosseria e depois vem encostando, querendo algo mais – e diz que a mulher é que não quer saber mais disso ou daquilo. O cara é igual um cavalo, um troglodita. A mulher vai mandá-lo andar de bicicleta mesmo! O homem não é romântico, não leva um presente, não faz um elogio. Depois vai dizer que o diabo esta destruindo o casamento dele. Tem coisas que Deus não faz e tem coisas que o Diabo nem precisa fazer!
O que dizer daquele que está com problemas financeiros:
A pessoa esta pedindo a Deus que resolva sua vida financeira, mas não pode ver uma promoção na C&A ou na Riachuelo – que divida em 12 x sem juros - que não consegue ficar sem o famoso cartão de credito – gasta mais do que ganha!
Não organiza a própria vida financeira – fazendo uma planilha de custos.
E diz que o diabo esta levando tudo o que ganha. Sabe qual o nome do diabo? Shopping, Cartão de Credito. Comprador compulsivo.
Um dos maiores problemas do homem é a transferência de responsabilidade que faz parte da natureza pecaminosa - Édem.
Você conversa com uma pessoa que não quer se resolver, ela justifica tudo através dos outros!
O eixo central da mensagem triunfalista é – Deus vai te dar a vitória – Jesus já venceu o diabo e te fez um vencedor. Este tipo de mensagem tira do homem a responsabilidade de resolver os seus problemas, transfere para Deus ou para o Diabo os resultados da vida.
O que tem de crente vivendo do mesmo jeito, com os mesmos problemas – porque não se atentaram em resolver primeiramente os seus problemas e buscarem em Deus força para isso. Na igreja triunfalista a demanda de pessoas com problemas é sempre crescente, estas pessoas são incentivadas a buscarem cada vez mais ao Deus que resolve os problemas, e continuam com eles, por quê?
Eu creio, sim, que Deus pode resolver, ou melhor, nos ajudar a resolver nossos problemas – mas partindo da premissa de que eu tenho que reconhecê-los e me esforçar em vencê-los.
O primeiro passo para uma vida transformada é o arrependimento e o segundo passo no caminho do arrependimento é um plano de mudança!
Por que as coisas não acontecem na tua vida, meu irmão? Porque você continua fazendo as mesmas coisas, continua sendo o mesmo! Apesar de orar e buscar a Deus!

Pr. Jaylson Nogueira Pereira

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cristo é mais!

Cristo é mais!

Ricardo Quadros Gouvêa

Há quem pense que o problema de muitos evangélicos hoje seja o seu fanatismo religioso, sua devoção extravagante, sua religiosidade exacerbada. Penso que há aqui um engano, uma interpretação superficial da questão. Até porque tal devoção pode ser amor próprio disfarçado (Cl 2.23), tal religiosidade pode ser um culto ao próprio ventre (Fp 3.19), e tal fanatismo pode ser mera idolatria (Is 1.13-17).
O verdadeiro problema é justamente o oposto disso. É o seu menosprezo para com a pessoa de Cristo. É a maneira reducionista de muitos evangélicos perceberem a Cristo. É a construção de uma espiritualidade neo-pagã em que a pessoa de Cristo é secundária (onde deveria ser central), instrumentalizada em um discurso cujo centro é o consumo de bens espirituais (Mt 6.24, 31-32). O problema de muitos evangélicos é não perceber o tamanho do evangelho de Cristo e quem de fato Cristo é.
Há no discurso evangélico uma presença muito clara do nome de Jesus, mas uma presença que beira à magia, já que se trata de um uso instrumental e ritualístico do nome de Jesus, e que beira à idolatria (pasmem! uma idolatria de Jesus!), pois o nome de Jesus é apresentado desvestido e desencarnado da pessoa de Jesus Cristo, de seu ensino e de seu significado teológico como redentor da humanidade (Mt 7.21).
Quando a Bíblia nos ensina a orar “em nome de Jesus Cristo” (1Co 5.4; Ef 5.20), isso não é uma fórmula mágica que carrega em si poder para realizar milagres. A expressão significa que os cristãos são representantes de Cristo na terra, e por isso devem falar em nome de Cristo, fazendo a oração que ele próprio faria.
Jesus ficou reduzido a isso em boa parte do discurso evangélico: uma palavra mágica, um ícone, um significante cujo significado se tornou propositadamente difuso. Com isso, foi-se esquecendo do verdadeiro Jesus Cristo, o mestre a quem se deve seguir (Mt 11.28-29; Cl 2.8), dos seus ensinos de amor por palavras e atos, da sua pregação sobre o desprendimento e a humildade (Mt 6.25-34; Lc 22.26; Jo 13.1-17), de seu esvaziamento no serviço (Fp 2.5-8).
De fato, há muita extravagância religiosa entre os evangélicos, que vai das coreografias sem profundidade às expressões faciais agônicas; dos discursos inflamados sobre cura e poder à rigidez moralista das propostas de conduta cerceadoras da liberdade em nome de um pudor muito distante daquilo que a Bíblia indica (Mq 6.8; Cl 2.20-23); do dogmatismo que faz de Cristo um mero item doutrinário ao sectarismo individualista que nos faz esquecer as dimensões sócio-políticas da redenção no aqui e agora.
Cristo é mais! O que Cristo pode fazer pelos seres humanos é muito mais do que está sendo muitas vezes apresentado pelos evangélicos e aos evangélicos. Não se limita aos benefícios materiais e curas, mas a uma vida tão plena de sentido e de senso de vocação que os bens materiais e a saúde deixam de ser primordiais.
Cristo é mais! Foi-se esquecendo das dimensões mais profundas da redenção que há em Cristo. Essa redenção ficou reduzida à garantia de uma vida feliz após a morte, à esperança materialista de um céu de recompensas luxuosas (devido a interpretações literalistas dos símbolos bíblicos: Ap 2.10; 21.11), esperança que não indica nenhum desapego, mas antes ressentimento e inveja em relação aos ricos e poderosos. A redenção em Cristo já não é percebida como o resgate de uma vida diferenciada, uma vez que dotada de sentido e valor aqui e agora, na missão, no serviço, no convívio amoroso e no desfrutar da criação divina.
Cristo é mais! O individualismo da modernidade nos fez crer que o dom de Cristo se limita ao que pode fazer por cada pessoa enquanto indivíduo, deixando de lado as dimensões sociais do evangelho, e tudo que ele significa para a nação (Sl 33.12): um futuro melhor para nossos filhos, uma cultura calcada na integridade e na justiça, no amor e na sabedoria, a construção de uma sociedade que vive de acordo com os valores do reino de Deus (Mt 28.20). Em vez disso, vemos que as preocupações éticas e a preparação para a cidadania estão descartadas da pregação e fora do ensino religioso nas igrejas (Is 1.10-17).
Tampouco pode ser Cristo reduzido a mero elemento do sistema doutrinário, como se minha fé incluísse, entre outras, doutrinas acerca da pessoa de Cristo e acerca de sua obra de salvação. Cristo é mais! Ele é o centro de nossa fé. É nele que cremos, em sua vida conosco, na sua presença (Mt 28.20; Jo 14.16-18) e no seu pastoreio (Sl 23.1; Jo 10.11). Ninguém deve se considerar salvo em Cristo porque subscreve à doutrina da salvação pela graça mediante a fé. Mera aceitação de doutrinas é obra meritória de cunho intelectual e ritualista (Rm 3.20, 28). Somos salvos pela graça divina mediante a fé (Ef 2.8-10) na possibilidade de estarmos unidos a Cristo em sua morte e em sua ressurreição (Cl 2.12; 2Tm 2.11) -- uma realidade a ser vivenciada aqui e agora!
Cristo é mais! A redenção em Cristo não se limita ao perdão da culpa dos pecados, à nossa justificação pela união com Cristo em sua morte na cruz, mas se estende à esperança da glória (Ef 1.18; Cl 1.27), à santificação pela presença de Cristo em nós (Rm 6.22; Hb 12.14), que nos torna seus discípulos e imitadores (1Co 11.1; 1Ts 1.6). A fé protestante está centrada na vida do Cristo ressurreto (1Co 15.14, 19; Rm 6.5). Não somos convidados a viver, em Cristo, como penitentes! Antes, a uma vida abundante (Jo 10.10)! Nossa união com Cristo nos leva a viver a sua vida, nos eleva para perto de sua própria estatura espiritual (Ef 4.13), promete nos tornar co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4), e nos convida a viver desde já possuídos pela glória de Deus (2Co 3.18) e entusiasmados pelo Espírito Santo (Ef 5.18).
Cristo é mais! Na verdade, é muito mais do que pensamos ou podemos imaginar. Temos que esperar sermos por ele surpreendidos (Ef 3.20), como um leão que não pode ser adestrado, que é bom, mas que não é domesticado (como sugere C. S. Lewis acerca de Aslam), como um tigre que subitamente coloca suas patas dianteiras sobre nosso peito exigindo-nos a nossa atenção para seu poder e sua beleza (como sugere Thomas Howard em “Christ the Tiger”). Por mais que tentemos enlatar a Cristo, condicioná-lo, fazê-lo nos servir, qual gênio da lâmpada, ele nos escapará do controle e nos surpreenderá, porque Cristo é muito mais!
Lamento pelas multidões de cristãos que se esqueceram, que se iludiram, que se deixaram levar por pregações acerca de Cristo e em nome de Cristo que o reduziram a algo ridiculamente menor do que ele de fato é, a um simulacro, um instrumento religioso a serviço de igrejas que são também simulacros de igreja cristã, e que, por esta genuína apostasia (Lc 18.8; 2Ts 2.3), deixam de ser igreja de Cristo para serem igrejas do anticristo, pois o anticristo nada mais é que o simulacro de Cristo (Mt 24.24), uma abominável desolação!
Lamento principalmente pela perda do verdadeiro Jesus Cristo, que pode dar sentido à vida, que pode curar a nação, que pode resgatar a humanidade em direção da sua própria glória, a glória da vida do amor de Deus. Estamos trocando a Cristo por simulacros, pois, ao reduzi-lo a fórmulas mágicas, eclesiásticas ou teológicas, ele se torna menos do que ele é: a presença viva, aqui e agora, da pessoa que me convida a segui-lo, a encarnar o seu próprio Espírito, e abraçar o projeto supremo de viver, nele, a vida eterna e abundante de Deus.

• Ricardo Quadros Gouvêa é pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão, em São Paulo, professor de teologia da Faculdade Unida de Vitória, ES, e do programa de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É PARA ISSO QUE FUI CRIADO.


É PARA ISSO QUE FUI CRIADO.


PARE E PENSE!

"A entrada para a mente do homem é o que ele aprende, a saída é o que ele realiza. Se sua mente não for alimentada por um fornecimento contínuo de novas idéias, que ele põe a trabalhar com um propósito, e se não houver uma saída por uma ação, sua mente torna-se estagnada. Tal mente é um perigo para o indivíduo que a possui e inútil para a comunidade."
(Jeremias W. Jenks).


“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para todas as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10

Nossa sociedade esta repleta de pessoas que amam o trabalho; sentem-se estimulados e revigorados por ele. Alguns até deixam seu local de trabalho todos os dias sabendo que honraram a Deus por meio de seu trabalho e seu amor pelas pessoas. Mas, quando chegam em casa à noite, poucas sentem o prazer, o sentido e o propósito de vida que viram anunciados em propagandas, comerciais de cerveja ou sistemas de computadores. São pessoas piedosas e conscientes, e agradecidas pelo trabalho, porém não encontram satisfação para a alma nisso.

EM UMA MISSÃO.

Quando o autor do livro de Eclesiastes decidiu determinar o seu propósito de vida, começou acumulando uma grande quantia de dinheiro e acabou descobrindo que isso não proporcionava o sentido que ele esperava. Então buscou poder, conseguiu-o e descobriu que isso também não o satisfazia. Em seguida, veio uma escandalosa busca por prazer. Depois por fama e notoriedade. Finalmente, quando todos os esforços chegaram ao fim, ele disse suas palavras: “Vaidade, vaidade, tudo é vaidade”. Ou, como diz outra tradução: “Tudo isso é correr atrás do vento”.

Não fomos criados para correr atrás do vento. Fomos criados para nos unir a Deus em uma missão. É como se Deus estivesse de luvas para trabalhar. E ele nos chama para arregaçar as mangas e nos ajuntarmos a ele com nossos talentos, nosso tempo e nossa paixão. Ele deseja que sua missão seja a nossa.

O desejo de ser um agente de mudança do mundo está plantado no coração de todo ser humano, e esse desejo vem diretamente do coração de Deus. Podemos sufocá-lo com o egoísmo, silenciá-lo com a conversa fiada de que não podem deixar de ser competitivo ou deixá-lo para trás na rápida trilha que leva a uma realização pessoal. Mas ele ainda está lá. Toda vez que nos perguntamos se a vida se resume ao trabalho maçante que fazemos todos os dias, de horas infindáveis, esse desejo divino se manifesta em nós. Toda vez que ficamos impacientes e insatisfeitos, o desejo sussurra em nossa alma. Toda vez que nos perguntamos como seria uma vida de verdadeiro propósito, o desejo nos chama para algo mais.

ENSINAMENTOS DE JESUS

1 - Quando ele disse que deveríamos “Amar ao Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, alma, mente e força, e ao próximo como a nós mesmos”, ele nos chamava para trocar uma religião ritualizada por um relacionamento de genuíno amor com Deus e oferecer aos outros o mesmo tipo de atenção, honra e compaixão que damos a nós mesmos. A transformação que Deus almeja nos chama a viver de um modo no qual “o amor vence tudo”.

2 – Quando Jesus enfatizou seus ensinos sobre a preocupação com os pobres, os impotentes e os oprimidos, ele descreveu um novo sistema de valores.

3 – Quando disse: "Toma a tua cruz e segue-me", Ele nos dizia explicitamente que segui-lo exige sacrifício, sofrimento e morte de algo egoísta dentro de nós.

4 – Quando disse: "ide por todo o mundo e pregai o evangelho, batizando em meu nome e dizendo a todos o que ouvistes de mim", Ele deixa claro que sua vontade para nós inclui o chamado para a missão em escala mundial. Nosso chamado para amar o próximo como a nós mesmos inclui tanto o vizinho do outro lado do globo como aquele que mora ao lado.

CONCLUSÃO

Atos 13: 36 fala sobre um personagem do Antigo Testamento chamado Davi. O texto simplesmente diz: “tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus...”. Davi não perdeu tempo correndo atrás do vento. Ele decididamente se dedicou à missão de Deus e morreu sabendo que sua própria vida havia servido ao seu propósito maior.

Toda pessoa que freqüenta uma igreja local tem de fazer uma escolha. Ela pode sentar no lugar de sempre, assistir um bom culto, conversar com os amigos e depois ir para casa. Essa escolha faz parte de uma bela e tranqüila experiência de domingo. Ou ela pode lançar-se em uma aventura, arregaçando as mangas, juntando-se a uma equipe de servos com as mesmas opiniões e ajudando a formar a igreja local da qual Deus a chamou para fazer parte.

UM PARTICIPANTE OU UM ESPECTADOR?

E você? Não é hora de levantar-se das arquibancadas, atravessar alguns bancos, adaptar-se e sair para o campo? Garanto que é muito mais divertido participar do que assistir. Por que ficar vendo os outros mudarem o mundo quando você pode se juntar a eles?

Servir é muito mais gratificante do que ser espectador.


PONTOS DE REFLEXÃO

1- É possível num sistema capitalista servirmos ao próximo por amor e não por interesse?

2- Por que existe em nos (homem) um vazio existencial?

3- Qual tem sido a sua forma de preencher este vazio?


Extraído do livro: A Revolução no Voluntariado. Autor Bill Hybels "Por que as pessoas fazem do servir ao próximo sua razão de viver".

Adaptado por Pr. Jaylson Nogueira Pereira.

Equipe JUMP.